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Clube do Livro marca os 70 anos de "Grande Sertão: Veredas"

Parceria entre a escola de filosofia Nova Acrópole Brasil e a Biblioteca Nacional de Brasília promove leitura comentada do clássico de João Guimarães Rosa em oito encontros virtuais ao vivo, A atividade é gratuita.

Entre Cidades
Por Entre Cidades
Clube do Livro marca os 70 anos de
O autor Luís Carlos Marques Fonseca foi entrevistado pela Profa. Lúcia Helena Galvão
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Em celebração aos 70 anos da publicação de "Grande Sertão: Veredas", uma das mais importantes obras da literatura brasileira, a Nova Acrópole Brasil área Norte e a Biblioteca Nacional de Brasília realizam o Clube do Livro "70 anos de Grande Sertão: Veredas, uma jornada pela vida e obra de João Guimarães Rosa". A atividade é gratuita, online e aberta ao público.

A programação tem início em 23 de julho e será composta por oito encontros quinzenais, sempre às quintas-feiras, das 19h às 19h50, com transmissão ao vivo pelo canal da Nova Acrópole Brasil no YouTube. As próximas datas serão 6 e 20 de agosto, 3 e 17 de setembro e 1º, 15 e 29 de outubro.

A condução será da professora de Literatura e filósofa Marluce Cláudia Leite, instrutora voluntária da Nova Acrópole, que guiará os participantes por uma leitura comentada da obra, explorando seus aspectos literários, simbólicos e filosóficos.

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A iniciativa integra a parceria entre a Biblioteca Nacional de Brasília e a Nova Acrópole, iniciada em 2023. Desde então, as instituições vêm promovendo leituras comentadas em formato híbrido (presencial e online) de obras clássicas e contemporâneas, entre elas Filosofia da Arte, O Cavaleiro Preso na Armadura, Hábitos Atômicos e Em Busca de Sentido, ampliando o acesso à reflexão filosófica e à formação cultural.

Publicado em 1956, Grande Sertão: Veredas é considerado um marco da literatura nacional. Muito além de um romance regional, a obra apresenta uma profunda narrativa simbólica sobre a condição humana, abordando questões universais como liberdade, escolhas, coragem, bem e mal, destino e autoconhecimento.

Ao longo da narrativa, a trajetória de Riobaldo revela a permanente busca do ser humano por compreender a si mesmo, enfrentar seus medos e encontrar sentido para a própria existência. Por isso, a obra permanece atual e relevante, transcendendo fronteiras geográficas e temporais.

Segundo Marluce Cláudia Leite, a leitura do romance oferece uma oportunidade singular de reflexão sobre a experiência humana. "Ler Grande Sertão: Veredas é percorrer uma travessia filosófica, poética e humana, na qual o sertão se torna imagem da alma e cada vereda aponta para os desafios e aprendizados que acompanham todo aquele que busca tornar-se plenamente humano", afirma.

Além de homenagear o legado de João Guimarães Rosa, o Clube do Livro pretende aproximar novos leitores da obra e proporcionar um espaço de diálogo sobre os temas humanos e filosóficos presentes em um dos maiores clássicos da literatura brasileira.

Cultura

As escolas de filosofia da Nova Acrópole incentivam a leitura como ferramenta de formação cultural. Além de manterem bibliotecas abertas aos alunos e promoverem grupos de leitura presenciais e online, disponibilizam na plataforma de streaming Acropole Play séries de livros comentados e clubes de leitura.

O incentivo à leitura e à reflexão também se reflete na produção editorial de integrantes da instituição. Recentemente, o filósofo Luís Carlos Marques Fonseca, diretor nacional da Nova Acrópole no Brasil – área Norte, lançou as duas primeiras edições de “Filosofia: O Caminho da Liberdade” em menos de três meses.

Publicada pela Editora Hanoi, a obra resgata o sentido da filosofia como instrumento de transformação interior e emancipação humana, bordando temas como o funcionamento da mente, o momento presente e a eternidade, a consciência como harmonia, o livre-arbítrio, a disciplina, a continuidade e a vontade humana, entre outros.

Segundo Luís Carlos Marques Fonseca, a verdadeira realização nasce da participação consciente na vida. O autor também destaca o ecletismo como uma virtude essencial, por permitir aprender com diferentes pessoas, experiências e tradições.  “A harmonia é a união entre coisas diferentes. Quando seres humanos se unem em harmonia, a energia cresce, possibilitando a realização de coisas que não seria possível isoladamente”, exemplificou.

A filósofa Lúcia Helena Galvão assina o prefácio do livro e conta desde o dia em que conheceu o autor, seu professor de filosofia há mais de 37 anos, e sobre a coerência de suas palavras com pensamentos e ações. Os eventos de lançamento das duas primeiras edições ocorreram em teatros de Brasília, em formato de entrevista conduzida pela filósofa Lúcia Helena Galvão com o autor.



Website: https://acropole.org.br/lagonorte/
FONTE/CRÉDITOS: DINO
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