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Após prisão, Márcio Canella é transferido para presídio de Benfica
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Por Entre Cidades
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Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, foi transferido na noite desta terça-feira (07/07) para o Presídio de Benfica, na Zona Norte do Rio. Ele havia sido preso em flagrante horas antes, durante a 6ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal.A prisão ocorreu após agentes encontrarem um fuzil calibre .556 no interior do veículo utilizado por Canella durante o cumprimento de um mandado de busca. O político afirmou aos policiais que a arma não era dele.Entenda a operaçãoA ofensiva mirou uma organização criminosa suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis da Região Metropolitana para lavar dinheiro de origem ilícita. Segundo as investigações, o grupo movimentou cerca de R$ 7,6 bilhões em seis anos.A Polícia Federal informou que Canella era um dos alvos da ação e é investigado por suposta ligação com a organização criminosa, sendo apontado como um possível braço político do grupo. Ele foi autuado por posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.Quem é Márcio CanellaMárcio Canella iniciou sua trajetória política como vereador de Belford Roxo, eleito em 2012. Em seguida, conquistou uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), onde exerceu três mandatos como deputado estadual.Entre 2017 e 2019, licenciou-se do mandato parlamentar para ocupar o cargo de vice-prefeito de Belford Roxo, na gestão de Waguinho, então aliado político.A relação entre ambos foi rompida após as eleições presidenciais de 2022. Enquanto Canella declarou apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Waguinho passou a apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).Nas eleições municipais de 2024, Canella foi eleito prefeito de Belford Roxo ao derrotar Matheus do Waguinho (Republicanos), sobrinho do ex-prefeito.Em abril de 2026, renunciou ao cargo de prefeito para disputar uma vaga no Senado Federal nas eleições deste ano. Com sua saída, a então vice-prefeita Mariana Malta assumiu o comando da prefeitura.Outros alvosAlém do ex-prefeito, a operação também teve como alvo o delegado Marcus Amim, ex-secretário de Estado de Polícia Civil. Outro investigado é o ex-policial militar Juracy Alves Prudêncio, conhecido como Jura, apontado pela CPI das Milícias da Assembleia Legislativa do Rio como líder de um grupo paramilitar que atuava em Nova Iguaçu e que foi condenado por homicídio e associação criminosa.As diligências também alcançaram o inspetor Pablo Jukia Felix Ferreira, conhecido como Pablo Russo. De acordo com a Polícia Federal, ele seria o controlador de uma rede de postos de combustíveis registrada em nome de terceiros. As investigações apontam ainda que mais de 80 empresas, entre ativas e inativas, estariam vinculadas a familiares do policial.A defesa de Márcio Canella e dos demais investigados ainda não havia se manifestado até a publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto para posicionamentos. *Fonte: Agenda do Poder.
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