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Agro prepara backoffice para fase da duplicata escritural

Banco Central estabelece cronograma para adoção da duplicata escritural eletrônica no Brasil. Estudo da Qive indica que a digitalização pode reduzir fraudes, melhorar a rastreabilidade e ampliar a liquidez nas cadeias do agronegócio, que já operam majoritariamente com pagamentos a prazo.

Entre Cidades
Por Entre Cidades
Agro prepara backoffice para fase da duplicata escritural
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O Banco Central (BC) publicou um cronograma para implantação da duplicata escritural eletrônica no Brasil. A medida afeta empresas do agronegócio, que utilizam pagamentos a prazo em grande parte de suas transações. O período de produção assistida tem início no segundo semestre de 2024; a obrigatoriedade será exigida de grandes empresas a partir de junho de 2027, de médias em dezembro de 2027 e de pequenas em junho de 2028.

A duplicata escritural eletrônica consiste em registro eletrônico de dívida ou venda a prazo, vinculada a dados fiscais e ao controle de titularidade, reduzindo erros, duplicidade e fraudes. Dados do Panorama do Contas a Pagar, estudo realizado pela Qive, empresa de automação de contas a pagar, mostram que 65% do volume financeiro das notas fiscais movimentadas no setor ocorre como crédito e 33% como duplicata, que também pode ser descontada para antecipação de recebimento.

Daniel Paschino, CFO da Qive, afirma que a mudança deve proporcionar maior liquidez, menor risco e maior organização operacional ao setor. “A duplicata escritural eletrônica vai beneficiar toda a cadeia envolvida, desde o produtor, o distribuidor e até o revendedor, pois permitirá converter vendas a prazo em caixa com menos burocracia”, diz. O executivo acrescenta que a escrituração eletrônica diminui margens para fraudes e falsificações, aumenta a rastreabilidade e acelera a necessidade de integração com ERPs e registros digitais.

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A digitalização não se limita ao formato da duplicata. Com a escrituração, o recebível adquire lastro formal no momento do registro, ampliando a rastreabilidade e reduzindo o risco de negociação ou desconto indevido em múltiplas instituições. Contudo, Paschino alerta que os ganhos não serão automáticos; as empresas precisarão adaptar processos e sistemas. “Este é um momento crucial para automatizar o backoffice, integrando gestão fiscal, financeira, pagamentos, aprovações, fluxo de caixa e ERP em um processo mais confiável”, explica.

O Panorama do Contas a Pagar indica que o pagamento a prazo não é exclusivo do agronegócio. Segundo a pesquisa, 77% das operações B2B são realizadas nesse modelo. Analisando mais de 500 milhões de notas fiscais emitidas entre janeiro de 2023 e dezembro de 2025, 385 milhões de documentos apresentaram intervalo superior a um dia entre emissão e pagamento, totalizando aproximadamente R$ 4,1 trilhões transacionados a prazo.

“O relógio já está correndo, e quanto antes o back‑office reconhecer que o B2B brasileiro opera quase integralmente a prazo e que a infraestrutura que suporta esse risco evoluiu, mais fácil será antecipar a digitalização desses recebíveis”, conclui Paschino.



Website: http://www.qive.com.br
FONTE/CRÉDITOS: DINO
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