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Varre-Sai lidera ranking estadual de gastos com previdência

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Varre-Sai lidera ranking estadual de gastos com previdência
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O município de Varre-Sai, no Noroeste Fluminense, assumiu em 2026 a liderança de um ranking que preocupa gestores públicos e especialistas em finanças municipais: o de maior comprometimento orçamentário com o pagamento de aposentadorias de servidores em todo o Estado do Rio de Janeiro.Segundo dados compilados a partir do Siconfi, sistema da Secretaria do Tesouro Nacional, o município registrou uma escalada significativa nos gastos com a previdência social. Em 2024, Varre-Sai destinava 16,5% do seu orçamento para cobrir tais despesas, ocupando a 7ª colocação no ranking estadual. Dois anos depois, o percentual saltou para 22,9%, uma alta de mais de 6 pontos percentuais que levou a cidade ao topo da lista.Com esse índice, Varre-Sai ultrapassa municípios de portes e economias distintas, figurando à frente de cidades como Bom Jardim (18,7%), Barra Mansa (18,4%) e da própria capital, Rio de Janeiro (17,3%).Dinâmica dos números e o desafio da gestãoApesar da subida abrupta no ranking entre 2024 e 2026, é importante pontuar a trajetória interna da gestão fiscal municipal. Segundo informações da administração local, houve uma tentativa de conter essa pressão sobre o erário com a redução do aporte no ano de 2025. Contudo, o cenário atual reflete uma tendência estrutural que não depende apenas da vontade política imediata.A ocupação da primeira posição traz uma advertência clara: quase um quarto de toda a receita arrecadada pelo município é direcionada, obrigatoriamente, para o pagamento de inativos. Por se tratar de um gasto compulsório, que não pode sofrer cortes, a margem de manobra do governo municipal para investimentos estratégicos em áreas como saúde, educação e infraestrutura urbana torna-se cada vez mais estreita.Um sinal de alertaAnalistas ponderam que essa posição no ranking não indica, isoladamente, má gestão, mas sim um reflexo de uma equação complexa: o envelhecimento do quadro de servidores, a sustentabilidade das regras do regime próprio de previdência e, sobretudo, a limitação de um orçamento municipal enxuto.O cenário torna-se ainda mais desafiador se considerado o contexto fiscal prévio. O município já enfrentava limitações de autonomia, tendo encerrado o Índice Firjan de Gestão Fiscal de 2024 com nota zero no componente de autonomia, o que denota alta dependência de transferências federais.Para a sociedade, o dado funciona como um termômetro: o peso crescente das aposentadorias no orçamento reforça o desafio hercúleo de manter as contas públicas equilibradas sem comprometer a entrega de serviços essenciais à população.Fonte: Siconfi – Secretaria do Tesouro Nacional.PUBLICIDADE
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