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Thiago Rangel renuncia ao mandato de deputado estadual
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Por Entre Cidades
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Preso preventivamente desde maio no âmbito da Operação Unha
e Carne, da Polícia Federal, o deputado estadual Thiago Rangel renunciou ao
mandato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A decisão foi
comunicada oficialmente ao plenário da Casa nesta quarta-feira (12/08), por meio
de documento lido pelo deputado Guilherme Delaroli (PL), que presidiu a ordem
do dia.
No texto encaminhado à Alerj, Rangel afirma que a renúncia é
feita de "forma livre e espontânea e possui caráter irrevogável e
irretratável". O parlamentar justifica a saída pela necessidade de se dedicar
integralmente à defesa no processo que tramita no Supremo Tribunal Federal
(STF).
Na época da prisão, a defesa do ex-deputado negou
qualquer irregularidade e informou que apresentaria os esclarecimentos
necessários no decorrer do processo.
A Operação Unha e Carne apurou suspeitas de fraudes em
contratos, desvios de recursos públicos e superfaturamento em obras e na
aquisição de materiais para a Secretaria de Estado de Educação. Segundo a
Polícia Federal, as contratações feitas por escolas estaduais teriam sido
direcionadas a empresas previamente escolhidas e vinculadas ao grupo
investigado.
STF manteve prisão
Antes da renúncia, porém, Rangel já havia sido impedido pelo
STF de reassumir o mandato. A determinação inviabilizou uma manifestação da
Alerj sobre a prisão do parlamentar, como normalmente ocorreria nesses casos.
Diante da decisão judicial, o Legislativo fluminense destituiu o gabinete do
deputado.
A Constituição estabelece que deputados estaduais só podem
ser presos em flagrante por crime inafiançável e prevê que a respectiva
Assembleia Legislativa delibere sobre a manutenção da prisão no prazo de 24
horas. No caso de Rangel, o ministro Alexandre Moraes, relator do processo,
entendeu que essa regra não deveria ser aplicada.
Caso entra no debate eleitoral no Rio
A situação envolvendo o deputado também repercutiu no debate
eleitoral do Rio de Janeiro. No último fim de semana, o caso provocou um embate
entre o deputado estadual Flávio Serafini (Psol) e o candidato ao governo do
estado Anthony Garotinho (Republicanos).
A divergência ocorreu em torno da autoria das denúncias que
deram visibilidade às suspeitas contra o parlamentar. Garotinho e Serafini
entraram em confronto sobre quem teria levado as irregularidades envolvendo o
parlamentar aos órgãos responsáveis pela investigação.
Quem assume a vaga
Com a renúncia, Wellington José (União Brasil), que já
exercia o mandato desde o afastamento de Rangel, passa a ocupar definitivamente
a cadeira na Alerj. O deputado disputou as eleições de 2022 pelo Podemos, mesma
legenda pela qual Rangel concorreu naquele pleito, e terminou a disputa como
primeiro suplente. Posteriormente, filiou-se ao União Brasil. *Com informações das Agências.PUBLICIDADE
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