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Coluna - Entre Cidades

Você sabe o que é psicossomatização?

Falando de piscologia

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Você sabe o que é psicossomatização?
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Por: Victória Lima, sou Psicóloga Clínica, Coordenadora do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos da Prefeitura Municipal de Cardoso Moreira, e pós-graduanda em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem. 

Caro (a) leitor (a), 
Você já ouviu falar em psicossomatização?
Pois bem, o termo Psicossomática surgiu em 1818, por Heinroth, para explicitar a influência do psíquico (paixões) em doenças como a tuberculose. 
Com o passar do tempo, o conceito foi se intensificando, até chegar a concepção atual, na qual a psicossomática, parte de uma ideologia holística que engloba o ser em sua totalidade somática, subjetiva, 
psíquica, social e cultural. 
Diante as diversas situações que o ser humano enfrenta em seu cotidiano, existem aquelas com potencial de ação inflamador que geram traumas psíquicos, que afetam o corpo, mas se originam
na psique/alma. Isto porque, tanto as emoções, sentimentos reprimidos e pensamentos negativos, são viáveis a desarmonizar o ser de forma global, dado que o corpo/soma reflete 
e exterioriza aquilo que a psique/alma pensa e interpreta. Sendo assim, podem surgir sintomas físicos múltiplos, recorrentes e frequentemente oscilantes, mediante a tríade psíquico, biológico e social. Portanto, as crenças relacionadas a si, ao outro e ao futuro, são intrínsecas a psicossomatização.
A partir das considerações acima, vamos abrir um parênteses!?
O psicólogo Jeffrey E. Young, percussor da Terapia dos Esquemas, desenvolveu uma 
serie de teorizações acerca do desenvolvimento dos transtornos de personalidade, além de elencar pontos fundamentais para compreensão da personalidade normal e/ou patológica, como por exemplo a correlação entre genética e aprendizagem, elementos cronológicos que influenciam na formação da identidade pessoal, e sobretudo os efeitos da vivências com cuidadores e do estilo de afeto recebido (ou não) na infância.
O desenvolvimento da personalidade é um elemento natural, que se origina no 
gene e se perpetua através da hereditariedade, moldando o temperamento, e, portanto, as propensões cognitivas, comportamentais, afetivas e emocionais que são perpassadas pelo ambiente através da aprendizagem ao longo do ciclo da vida.
Nesse sentido, o temperamento é considerado formador das tendências do 
funcionamento humano, logo, tem papel crucial no produto da identidade. Por ser um elemento preponderantemente biológico que constitui a personalidade, não é passível uma modificação total pelos agentes ambientais após o nascimento, isto é, os padrões 
genéticos podem ser amplificados, reduzidos, manifestos e latentes, mas nunca erradicados ou aumentados a ponto de se tornar outro.
A complexa teia de demonstrações emocionais básicas dos cuidadores ao longo da infância e adolescência, é imprescindível, uma vez que são fundamentais na definição da personalidade. A interação social com o meio, família, amigos de forma contínua e sistemática, associadas ao temperamento, ao suprimento das demandas emocionais básicas e as vivências infantis continuadas, irão compor a personalidade.
A família e/ou cuidadores são consideradas a base para o desenvolvimento da 
resiliência indispensável para lidar com as adversidades da vida. Pais e cuidadores, 
que propiciam carinho, afeto, conforto emocional, segurança, disposição e 
desenvoltura para sessar inquietações, ansiedade, e inseguranças, auxiliam no 
equilíbrio emocional da criança, perpetuando a base segura para toda vida.
Para finalizarmos, gostaria de destacar que cada interpretação que fazemos na vida, é perpassada pelos esquemas que elaboramos desde a tenra infância.

Fonte: WAINER, Ricardo. et al. Terapia cognitiva focada em esquemas: integração em Psicoterapia. Porto Alegre: Artmed, 2016

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