Por: Cássia Botelho - Entre Cidades
No dia 27 de maio é comemorado o Dia Nacional da Mata Atlântica. A data é uma homenagem à “Carta de São Vicente”, escrita em 1560 por Padre Anchieta. No texto, ele descreve as belezas da biodiversidade das florestas tropicais do Brasil. Essa data foi instituída por Decreto presidencial de 21 de setembro de 1999.
Quando os portugueses chegaram ao território que anos depois se tornaria o Brasil, encontraram uma floresta enorme, com diferentes tipos de plantas e animais: a Mata Atlântica. Na época, ela ocupava uma área equivalente a 1.315.460 Km². Porém, por conta do forte desmatamento, hoje restam apenas 7% da cobertura original, que estão espalhados em 17 estados. Isso a torna a segunda maior mata brasileira, perdendo apenas para a Floresta Amazônica. Estima-se que 72% dos brasileiros vivam nas regiões da Mata Atlântica.
A região é rica em diversidade, encontramos plantas como a arnica, guaimbé, clusia, cássia, pau-Brasil, manacá-da-Serra, cedro e erva de Santa Maria. Em relação à fauna encontramos capivara, mico-leão-dourado, onça-pintada, bicho-preguiça, macacos, jaguatiricas, cachorros-do-mato e cobras, todos presentes e naturais da Mata Atlântica. Dentro do bioma é possível encontrar nove das 12 bacias hidrográficas brasileiras. As regiões da Mata Atlântica têm alto índice pluviométrico por conta das chuvas de encosta, que alimentam rios e seus afluentes. Essas águas também abastecem mais de 110 milhões de brasileiros.
Em nossa região temos o Refúgio de Vida Silvestre do Imburi, Refúgio de Vida Silvestre Ouricana e o Monumento Natural de Beleza Cênica de São Joaquim, além de mais três refúgios criados em 2021, os Refúgios de Vida Silvestre Braúna, Garapa e Ipê. Todos situados em Cardoso Moreira, onde vemos preservada parte da Mata Atlântica. “Passamos ano passado por um processo de criação dos Refúgios de Vida Silvestre Braúna, Garapa e Ipê. A Sinergix foi a empresa que fez o levantamento das possíveis áreas que poderiam ser transformadas em unidades de conservação e foi determinado que seriam Refúgios da Vida Silvestre. No final de 2021 realizamos uma consulta pública para falar para população sobre a área, o porquê do trabalho e qual a importância da preservação de espécies da fauna e flora da região. O Refúgio de Vida Silvestre é uma unidade de conservação que visa a preservação dá área, que não pode ser explorada , apenas estudada e deve seguir em processo de renovação. Visitação e turismo devem ser controlados. A criação dos Refúgios é um ato de preservação por parte da prefeitura, é o modo pelo qual podemos demonstrar essa preocupação com o meio ambiente, para que o município não sofra com eventos adversos decorrentes do desmatamento. A preservação é interessante pois você cuida do desenvolvimento de espécies tanto da fauna como da flora que se encontram em um ambiente propício para sobreviver. Quando os animais são ameaçados eles vem de outros lugares que estão sendo desmatados e fogem para os locais mais próximos que são preservados.” Diz Bianca Ignácio, engenheira Ambiental que integra a secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura Municipal de Cardoso Moreira.
