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Super El Niño pode trazer calor extremo e impactos no estado do Rio de Janeiro

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Entre Cidades
Por Entre Cidades
Super El Niño pode trazer calor extremo e impactos no estado do Rio de Janeiro
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A última atualização do modelo ECMWF indica cerca de 75% de probabilidade de ocorrência de um super El Niño durante a primavera (setembro a novembro), podendo ser um dos mais intensos em até 100 anos. Esse evento tende a provocar impactos globais significativos, afetando padrões climáticos em diversas regiões do planeta.No Brasil, a tendência é de tempo mais seco no Centro-Norte, aumentando o risco de estiagem na Amazônia e no litoral do Nordeste. Em contrapartida, o Centro-Sul deve registrar aumento das chuvas, especialmente na Região Sul, onde volumes acima da média podem elevar o risco de desastres hidrológicos.No estado do Rio de Janeiro, os efeitos nas chuvas devem ser mais moderados. Entre julho e setembro, há previsão de precipitação ligeiramente abaixo da média no Norte e Noroeste Fluminense, enquanto o Centro-Sul do estado pode ter volumes dentro ou um pouco acima da média. Ainda assim, esse período corresponde à estação mais seca do ano, o que reduz impactos mais expressivos.Por outro lado, o principal impacto no RJ deve ocorrer nas temperaturas. A expectativa é de um segundo semestre significativamente mais quente que o normal, com maior frequência de ondas de calor. Esse cenário pode intensificar o desconforto térmico, aumentar o consumo de energia e pressionar recursos hídricos, especialmente em áreas urbanas.O diferencial deste possível super El Niño está no aquecimento generalizado dos oceanos (última imagem), não restrito ao Pacífico Equatorial. Esse fator pode intensificar ainda mais os efeitos climáticos, aumentando a ocorrência de eventos extremos em escala global.Diante desse cenário, o período entre o segundo semestre de 2026 e o início de 2027 pode ser marcado por temperaturas recordes e maior instabilidade climática. No Rio de Janeiro, embora a chuva não seja o principal problema, o calor intenso e seus impactos associados exigem atenção e preparo da população.Fonte: Equipe Monitoramento Climático Fluminense.PUBLICIDADE
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