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Coluna - Entre Cidades

Qual o papel da Família na Infância?

Falando de Piscologia

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Qual o papel da Família na Infância?
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Caro (a) leitor (a), 
A família e/ou cuidadores são consideradas a base para o desenvolvimento da resiliência indispensável para lidar com as adversidades da vida. Pais e cuidadores, que propiciam carinho, afeto, conforto emocional, segurança, disposição e desenvoltura para sessar inquietações, ansiedade, e inseguranças, auxiliam no equilíbrio emocional da criança, perpetuando a base segura para toda vida.

No decorrer da infância e adolescência, necessidades emocionais básicas devem ser supridas, estas estão dispostas em  seis elementos centrais. 
São eles: conexão-autonomia; estabilidade-mudança; desejabilidade-autoaceitação. Esses elementos são imprescindíveis para aumento ou diminuição do bem-estar, universalidade, adaptação/evolução da espécie. 
Quando as necessidades emocionais básicas são supridas primordialmente pelas mães e pela cultura, há o desenvolvimento da capacidade, da habilidade de conexão e autocuidado para enfrentar as adversidades da vida. 
A família também é um ponto importante, visto que contribui nos padrões futuros de personalidade, por expressarem modelos de como agir, nos aspectos comportamentais e afetivos, uma vez que a infância e adolescência, embora seja entendida sob uma ótica romântica de mundo feliz, é permeada por situações aversivas, conturbadas e estressoras. 

Os principais estressores aos quais as crianças são submetidas, referem-se as várias formas de negligência, violência e déficits nos cuidados e necessidades básicas, provenientes da família e pessoas próximas à criança. 
Nesse sentido, este estresse precoce acarreta sequelas psicológicas que 
influem significativamente a probabilidade das crianças e adolescentes apresentarem comportamentos psicopatológicos na fase adulta.

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Portanto, diversos esquemas (estruturas responsáveis pela interpretação de tudo que fazemos) afloram na fase pré-verbal, no qual apenas as memórias emocionais e sensações corporais são preservadas. 
Somente com o início da fala, as cognições são desenvolvidas.
Isso demonstra que micro agressões constantes, nas sutilezas da repetição, geram esquemas iniciais desaptativos enraizados.

Se você percebe que tem estilos de enfrentamento disfuncionais, procure um psicólogo!

Fonte: WAINER, Ricardo. et al. Terapia cognitiva focada em esquemas: integração em Psicoterapia. Porto Alegre: Artmed, 2016.

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