Por: Victória Lima, sou Psicóloga Clínica, Coordenadora do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos da Prefeitura Municipal de Cardoso Moreira, e pós-graduanda em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem.
Caro (a) leitor (a),
Continuando no tema Ansiedade, hoje iremos refletir sobre os "erros de pensamento", (Distorções Cognitivas).
Tais erros, são pensamentos distorcidos sobre si, o outro e o futuro, que desconsideram as evidências, as probabilidades reais que levam aos fatos.
São pensamentos exagerados e negativos, associados a comportamentos e emoções problemáticas, mas que parecem ter muito sentido.
As distorções cognitivas são classificadas em 14 categorias, algumas delas são:
Leitura Mental: você acha que sabe o que as pessoas pensam. Ex.: Ele acha que sou incapaz de realizar essa atividade.
Adivinhação do Futuro: você prevê a ocorrência de situações. Ex.: Não vou conseguir chegar a tempo da prova.
Catastrofização: você acha que vai acontecer algo muito terrível que não conseguirá suportar. Ex.: Será terrível se não conseguir resolver essa equação matemática.
Rotulação: você atribui características negativas globais a si mesmo e aos outros.
Ex.: Meu professor me acha imprestável.
Desqualificação de Aspectos Positivos: você desconsidera aspectos positivos. Ex.: Não fiz mais do o esperado.
Supergeneralização: você atribui um padrão global negativo, a partir de uma única vivência. Ex.: Isso sempre acontece comigo.
E se...?: você sempre se questiona "e se isso acontecer", e pensa em várias respostas para o evento, embora nunca fique satisfeito com as elas. Ex.: E se eu não conseguir terminar todas as questões da prova?
Raciocínio Emocional: você se deixa levar pelos sentimentos, e interpreta a realidade a partir deles. Ex.: Estou triste, não vou conseguir prestar atenção na aula.
Pensamento Dicotômico: 8 ou 80. Tudo ou nada. Ex.: Não vou a aula, estou triste e não vou aprender nada.
Logo, psicólogo não trabalha o pensamento positivo, e sim aqueles baseados em evidências reais, através do questionamento socrático.
Dessa forma, a maneira de pensar pode ser revisada, o comportamento modificado e novas decisões tomadas.
Dicas Importantes:
Como você poderia contestar esse pensamento? Ele é testável?
Quais as evidências de que a leitura mental ajudou a lidar com a situação?
Quantas vezes você previu alguma coisa que não aconteceu? Esta poderia ser outra vez?
Um júri acreditaria nas suas considerações terríveis?
Você acha que esses rótulos são reais?
Qual a consequência de ser rígido e exigente consigo?
Se essa é sua realidade, procure um psicólogo!
Fonte: Aprendendo a terapia cognitivo-comportamental: um guia ilustrado [recurso eletrônico] /Jesse H. Wright... [et al.]; tradução: Mônica Giglio Armando; revisão técnica: Paulo Knapp. – 2. ed. – Porto Alegre: Artmed, 2019.

