Por: Victória Lima, sou Psicóloga Clínica, Coordenadora do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos da Prefeitura Municipal de Cardoso Moreira, e pós-graduanda em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem.
Seria tão importante, se os seres humanos partissem do princípio de aceitar a quem é, aceitar o corpo, os pensamentos, as escolhas, ser capaz de se perdoar e manter a capacidade de prosseguir.
Aceitar os possíveis defeitos, ou aquilo que não gosta, se cuidar e compreender que a vida é uma montanha.
Um dos desafios do ser humano tem sido amar, todavia amar a si mesmo
tem se tornado o maior deles, uma vez que a sociedade está cada vez mais “padronizada”, impondo esta condição a tordos que a circundam. Enfrentar essa barreira é notoriamente muito difícil, visto que estamos na geração “perfeita”, do corpo idealmente “perfeito”, da vida idealmente“perfeita”, que cada vez mais tem sido mostrada nas mídias sociais, e isso gera grande sofrimento para aqueles que não conseguem se “encaixar” nesse padrão. Por isso, amar a si mesmo é tão fundamental, para enfrentar todos esses obstáculos, entendo que ninguém é perfeito, cada um possui um biotipo, cada um possui uma vida, e amar quem se é, é sem dúvidas essencial, para desmitificar este corpo idealmente perfeito e vida idealmente perfeita.
Com toda a exposição da vida nas mídias sociais, embora isso só corresponda a talvez de 5% da realidade, em quem assiste gera um pensamento de "também quero".
Todavia, este fato afeta negativamente a saúde mental causando-lhes níveis altos de: insatisfação contra a própria imagem, contra a vida familiar, financeira e no trabalho.
O autoamor passou a ser prescrito por conquistas, por aquilo que se pode comprar, fazer e ter, tornando os indivíduos estereotipados e frustrados consigo, uma vez que há grandes publicidades que influenciam a compras exorbitantes, muitas vezes com pouca credibilidade, mas como existe toda uma rede de consumo social, acaba-se perdendo desejos próprios para aqueles da moda, que as vezes não condizem com quem você é, nem com sua realidade.
Amor próprio e autoestima, não é se olhar no espelho e dizer que se ama, é perceber seus erros e acertos, qualidades e defeitos, e buscar modificar aquilo que não é saudável, seja um comportamento disfuncional ou uma crença desadaptativa que influencia em distorções da realidade.
Portanto, em decorrência de amar a si próprio, vem a ser mais fácil amar aos outros, pois assim o indivíduo possui a consciência de que é uma utopia pensar que o ser humano é perfeito, então, não se deve julgar, assim como não se deve segregar.
Se existe algo que te incomode e esteja prejudicando cognitivamente, emocionalmente e em nível comportamental, procure um psicólogo
Fonte: GOMES; Zaionara. O Sistema de Crenças na Formação da Autoestima. Disponível em:< https://www.bemr elacionar.com.br/single-post/2017/12/01/O-Sistema-de Cren%C3%A7asna-Forma%C3%A7%C3%A3o-da-Autoestima>. Acesso em: 07 jun. 2022.
