Por: Ângela Campos Braga – Advogada, Secretária de Saúde de Cardoso Moreira e Mestranda em Planejamento Regional e Gestão de Cidades.
Sexo frágil, Mandona, Chorona, dentre outros adjetivos pejorativos a mulher tem enfrentado durante muitos anos, as barreiras do preconceito.
Nesse sentido, a mulher teve que se submeter a intempéries de masculinidade para se afirmar não só no mercado de trabalho, mas também em outras posições.
Por muitas vezes, ainda ouvimos que se queremos igualdade, por não fazer as mesmas coisas que os homens?
Ocorre que não somos iguais, no sentido dessa conotação, e nosso corpo deve ser tratado de forma diferente.
Pensando nisso, hoje devemos conscientizar ainda mais a mulher a se cuidar, e cuidar de sua saúde, que fica esquecida pelos afazeres do dia a dia.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), para cada ano do triênio 2020-2022 a estimativa é de 66.280 novos casos de câncer de mama no país. O risco estimado é de 61,61 casos por 100 mil mulheres.
Isso ainda é um absurdo, pois com medidas simples, e com cuidados periódicos poderíamos baixar essa curva.
A mulher precisa se conhecer e conhecendo o seu corpo pode identificar doenças logo no início, evitando tratamentos longos e dolorosos e que por fim podem ser ineficazes.
Cabe também ao homem, incentivar a sua parceira nos cuidados diários, e ao menor sinal de qualquer sintoma, procurar um médico.
O INCA também estima que para cada ano do triênio 2020/2022, sejam diagnosticados 16.590 novos casos de câncer de colo do útero no Brasil, com um risco estimado de 15,43 casos a cada 100 mil mulheres, ocupando a terceira posição.
Precisamos desmistificar que a mulher não deve se cuidar ou ir ao médico apenas quando já não se pode fazer muito.
O melhor cuidado é a prevenção, e para isso precisamos valorizar a saúde da mulher, com suas diferenças e peculiaridades.
