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Coluna - Entre Cidades

A Escolha Profissional na Adolescência

Falando de Piscologia

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A Escolha Profissional na Adolescência
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Por: Victória Lima, sou Psicóloga Clínica, Coordenadora do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos da Prefeitura Municipal de Cardoso Moreira, e pós-graduanda em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem. 

Caro (a) leitor (a),
Hoje vamos refletir a respeito do Processo de Escolha Profissional na Adolescência.

Cada vez mais cedo, os adolescentes se depararam com a escolha de uma profissão. Mas por ser uma fase, marcada pelo processo de maturidade crescente, ressalta-se a maturidade para a escolha, que na área da psicologia pode ser entendida como uma comparação entre os recursos cognitivos e afetivos que o indivíduo possui e os recursos que, são essenciais para lidar com dada atividade, isto é, o conhecimento da realidade educativa, social e profissional. 
Logo, a escolha da profissional é uma ação que demanda maturidade do indivíduo, dado que há tanto um investimento emocional, quanto financeiro da família e, sobretudo do indivíduo para o 
seu projeto de vida (CERICATTO; ALVES e PATIAS, 2017).
Portanto, essa maturidade, está intrinsecamente relacionada a autoestima, a autoeficácia e o relacionamento com pais, professores e amigos. Nesse sentido, a partir de uma relação positiva, seja com a família ou com os amigos, poderá desenvolver confiança em suas capacidades e habilidades; envolvendo-se em atividades acerca das profissões, sendo este um comportamento exploratório, que consiste no que o indivíduo explora sobre si e o mundo (CERICATTO; ALVES e PATIAS, 2017).
Reiterando, quando o adolescente está no processo de escolha profissional, certos fatores estão envolvidos, como seus interesses e aptidões, a maneira como ele vê o mundo e a si mesmo, as informações que possui sobre as profissões e o mercado de trabalho, assim como as influências externas. Portanto, esse processo de certa forma interfere no bem-estar, já que é multifatorial, envolvendo aspectos políticos, econômicos, sociais, educacionais, familiares e psicológicos.
Por sua vez, a família que é um dos pilares para o desenvolvimento do indivíduo, em diversas circunstâncias possui papel marcante e decisivo no momento 
da escolha, ao projetarem nos filhos seus desejos profissionais inalcançados, passando-lhes a responsabilidade, sem considerar que o adolescente pode ou não se identificar com o que está prescrito para ele, antes mesmo de nascer. Dessa maneira, a família influencia na escolha de forma indireta ou direta; ao passo em que podem dificultar a tomada de decisão, são capazes de auxiliar, visto que quando há um vínculo positivo entre pais e filhos, as ideias, opiniões são consideradas, entretanto, a escolha é autônoma, e não projetada (TERRUGGI; CARDOSO e CAMARGO, 2019).
Ao considerar que a percepção do adolescente está relacionada com a maneira que lidará com os estressores do processo seletivo e que pensamentos ou crenças disfuncionais em relação ao exame vestibular e/ou ENEM, podem afetar negativamente seu desempenho, influi-se que a Terapia Cognitiva Comportamental (TCC) pode auxilia-los neste processo, uma vez que propõe viabilizar a reestruturação cognitiva desses pensamentos e, colaborativamente, desenvolver soluções pragmáticas para viés adaptativo (DAOLIO; NEUFELD, 2017).
Se essa é sua realidade, procure um psicólogo!

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Leia Também:

Fonte: CERICATTO, Camila; ALVES, Cássia Ferrazza; PATIAS, Naiana Dapieve. A 
Maturidade para a Escolha Profissional em Adolescentes do Ensino Médio. Rev. 
Psicol. IMED, Passo Fundo, v. 9, n. 1, p. 22-37, jun. 2017. 
DAOLIO, Carla Cristina; NEUFELD, Carmem Beatriz. Intervenção para stress e ansiedade em pré-vestibulandos: estudo piloto. Revista Brasileira de Orientação 
Profissional, vol. 18, núm. 2, julho-dezembro, 2017, pp. 129-140. 
TERRUGGI, Tatiana Petroni Laurito; CARDOSO, Hugo Ferrari; CAMARGO, Mário 
Lázaro. Escolha profissional na adolescência: a família como variável influenciadora. Pensando fam., Porto Alegre, v. 23, n. 2, p. 162-176, dez. 2019.

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