Desde seu primeiro
mandato, operações de fiscalização e apreensão de mercadorias foram marcadas por
protestos, confrontos e denúncias de violência, especialmente no Centro e na orla. O
histórico permanece como uma preocupação para a categoria diante das eleições deste ano
para o Governo do Rio, em que Paes é candidato, e alimenta a cobrança por propostas
para os trabalhadores informais.
A política de ordenamento ganhou força já no primeiro mandato, com o chamado “Choque
de Ordem” e a intensificação das ações contra o comércio irregular. Em 2013, uma
operação no Buraco do Lume, no Centro, terminou com ambulantes denunciando
agressões e guardas municipais relatando terem sido atacados pelos trabalhadores. No ano
seguinte, outro confronto, nas proximidades da Central do Brasil, ocorreu durante um
protesto relacionado à morte de um camelô. A tensão permaneceu nos anos seguintes, com
apreensões frequentes de mercadorias e equipamentos e manifestações contra a atuação
da fiscalização municipal.
No segundo período de Paes na Prefeitura, iniciado em 2021, os episódios voltaram a
ganhar repercussão. Em 2023, houve confrontos entre ambulantes e agentes da Seop e da
Guarda na Praia de Copacabana e no Largo da Carioca, onde vídeos mostraram o uso de
bombas de gás e, segundo relatos publicados à época, balas de borracha. Em 2025, outro
caso no Largo da Carioca envolveu um ambulante que foi golpeado por guardas durante
uma abordagem, segundo imagens divulgadas nas redes sociais. A Prefeitura afirmou, em
diferentes episódios, que os agentes reagiram a agressões ou resistência às operações.
Os conflitos continuaram em 2026, incluindo um episódio na orla e outro na Rua São José,
no Centro, onde uma operação da Seop contra ambulantes terminou em correria, prisões e
agentes feridos. O histórico de confrontos se soma às reclamações da categoria sobre
apreensões e dificuldades de regularização e coloca o relacionamento da Prefeitura com os
trabalhadores informais como um dos pontos problemáticos para a campanha de Paes ao
governo estadual.
O texto acima expressa a visão do Colunista, não necessariamente a do Portal Entre Cidades.
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