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O schwannoma vestibular, também chamado de neurinoma vestibular ou neurinoma do acústico, é um tumor geralmente benigno e de crescimento lento que se desenvolve a partir das células de Schwann, responsáveis por envolver e dar suporte às fibras nervosas.
A lesão costuma estar relacionada à porção vestibular do nervo vestibulococlear, envolvido na audição e no equilíbrio. Conforme cresce, pode ocupar o conduto auditivo interno e avançar em direção a uma região próxima de nervos e estruturas neurológicas importantes.
Entre as manifestações que podem levar à investigação estão perda auditiva em apenas um ouvido, diferença de audição entre os lados, zumbido unilateral, desequilíbrio, instabilidade e tontura. Esses sintomas são frequentes em diversas doenças do ouvido e não significam, isoladamente, a presença de um tumor.
“A perda auditiva ou o zumbido de um lado não indicam automaticamente um schwannoma. No entanto, quando são persistentes ou aparecem acompanhados de assimetria auditiva, merecem avaliação para identificar a causa”, explica o Dr. Fernando Balsalobre, otorrinolaringologista, CRM-SP 150.700 e RQE 68.586.
Diagnóstico combina avaliação auditiva e ressonância
O especialista explica que o schwannoma vestibular pode apresentar sintomas discretos e progressivos. Por isso, a investigação costuma começar com avaliação otorrinolaringológica e exames auditivos, como a audiometria, que permite comparar a audição dos dois ouvidos.
Quando existe indicação clínica, a ressonância magnética é utilizada para identificar e caracterizar a lesão. O exame permite avaliar tamanho, localização, extensão e relação com estruturas próximas, além de verificar eventual crescimento em comparação com imagens anteriores.
Segundo o National Institute on Deafness and Other Communication Disorders, dos Estados Unidos, perda auditiva unilateral ou assimétrica, zumbido e alterações do equilíbrio estão entre os sinais que podem aparecer nas fases iniciais. A instituição ressalta, porém, que esses sintomas também são encontrados em várias outras condições do ouvido.
Tratamento não depende apenas do tamanho
As possibilidades de manejo incluem acompanhamento periódico, radiocirurgia e cirurgia. A definição não deve considerar somente o tamanho observado em uma ressonância.
A diretriz da European Association of Neuro-Oncology orienta que a escolha considere apresentação clínica, dimensões do tumor e experiência da equipe responsável. Tumores pequenos e assintomáticos podem ser acompanhados em determinados pacientes, enquanto lesões maiores ou associadas à compressão de estruturas neurológicas podem exigir tratamento.
Durante o acompanhamento, ressonâncias periódicas ajudam a verificar o comportamento do tumor. A audição, os sintomas e eventuais alterações neurológicas também precisam ser avaliados. A decisão pode ser revista caso seja documentado crescimento ou mudança no quadro clínico.
“Acompanhar não significa ignorar o tumor. Significa observar seu comportamento por meio de exames de imagem, avaliação auditiva e monitoramento dos sintomas para decidir se e quando uma intervenção será necessária”, afirma o especialista.
Quando a radiocirurgia é indicada, o objetivo geralmente é controlar o crescimento tumoral. Já a cirurgia busca remover total ou parcialmente a lesão e, quando necessário, aliviar a compressão de estruturas próximas.
A relação do tumor com a audição e com o nervo facial também participa do planejamento. Dependendo do caso, a avaliação pode envolver otologista ou neurotologista, neurocirurgião e radio-oncologista. Assim, pacientes com tumores de dimensões semelhantes podem receber recomendações diferentes, de acordo com a audição, os sintomas, o crescimento documentado, a idade e as condições clínicas.
Website: https://www.instagram.com/dr.fernandobalsalobre/
