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O que você está comprando? – Economia em Pauta

Você já se deu conta do tanto de perguntas que precisamos responder antes de fazer uma comprinha?

O que você está comprando? – Economia em Pauta
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Prezado leitor, em minha última coluna conversamos sobre necessidades individuais e coletivas. Vimos que existem caminhos para eu satisfazer minhas necessidades individuais, e que estas são diferentes para cada indivíduo. Vimos também que necessidades coletivas só podem ser supridas pela atuação em conjunto. Hoje veremos que para suprir as suas necessidades o homem é obrigado a produzir uma série de coisas. Quando possuem característica física são chamados de bens, quando não as tem, são chamados serviços. Os bens podem ser livres ou econômicos.

 

Os bens livres não implicam qualquer sacrifício ou esforço a sociedade para sua obtenção: ar, água, calor solar, mar, etc. Os bens econômicos tem como característica fundamental requererem para sua obtenção certo esforço humano, tem por característica a escassez, são objetos de propriedade e de posse e seu valor se expressa mediante os preços. É aqui que entra um dos “porquês” de existir a economia. Se não existisse bens escassos todos nós teriamos tudo o quisessemos, na hora em que quisessemos. Mas não é assim. Nós não podemos ter tudo que queremos.

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Na economia estudamos que por existirem bens escassos precisamos fazer escolhas - os chamados trade-offs - que se limitam ao que possuimos de recurssos para comprá-los, dinheiro. Em nossas escolhas enfatizamos o que supre da melhor maneira possível nossas necessidades. Cada bem que compramos é a resposta a uma necessidade que possuímos. As empresas sabem disso e se propõem a responder nossas necessidades da maneira que lhe convém, e colocam seus produtos no mercado para nós consumidores escolhermos entre ela ou sua concorrente. Nós consumidores escolhemos pelo preço, qualidade, sabor, cheiro, etc.

 

Antigamente o homem produzia para autoconsumo, quando surgiu uma incipiente divisão de tarefas ele passou a produzir as coisas e permutar essas por coisas de que necessitava. Trocavamos as coisas em um embrionário comércio. Com boa fé, cada um trazia o que produzia de melhor, para trocar pelo melhor dos outros. Quando introduzimos o dinheiro, o comércio ganha uma característica moderna: surge a separação entre o ato de produzir e o de consumir. Eu vendo meus produtos e com o dinheiro eu compro outros, mas não imediatamente. Eu posso guardar o dinheiro e comprar outras coisas depois.

 

Veja então, nesse breve texto, que o ato de comprar tem muita história e significado. Compramos para satisfazer necessidades e dependemos de empresas idôneas que desejam responder essas necessidades da melhor forma posssível, e para tanto precisamos de dinheiro para comprarmos essas coisas, porque os bens que desejamos são escassos e não tem tudo para todos. Deixamos de produzir tudo que precisamos para comprar o que precisamos. Nas prateleiras temos muitos produtos, de várias marcas, de diferentes preços, todos para satisfazer uma ou algumas de nossas necessidades. O que temos escolhido? Preço? Qualidade? Impactos ao meio ambiente? Essas são algumas perguntas que temos que responder antes de comprarmos. Você já se deu conta disso?

FONTE/CRÉDITOS: Cássia Botelho - Economista
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