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Coluna/Opinião

Maio Laranja: Abuso e Exploração Sexual

Um olhar psicológico mediante vivências traumáticas na infância e adolescência

Maio Laranja: Abuso e Exploração Sexual
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Por:  Victória Lima Machado 
CRP 05/66322

Caro (a) leitor (a),
No dia 18 de maio de 1973, na cidade de Vitória (ES), Araceli Cabrera Crespo, de apenas oito anos de idade, foi sequestrada, no entanto, dias depois, seu corpo foi encontrado em terreno baldio.
Araceli foi drogada, espancada, estuprada, e morta. 
À vista disso, no ano de 2000, por meio da Lei 9.970, foi estabelecido o dia 18 de maio como o “Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de 
Crianças e Adolescentes”, sendo  denominado como Maio Laranja.
A campanha tem o intuito trazer o tema à luz da sociedade, através de reflexões embasadas na conscientização e promoção, para que cada vez mais a sociedade se mobilize na defesa dos direitos das crianças e adolescentes.
O olhar holístico da Psicologia é imprescindível em tais situações, visto que há uma tocante violação dos direitos humanos, e em grande parte oriundos paradoxalmente de pessoas próximas cotidianamente.
Tais situações são estressoras e traumáticas, geradoras de sinais e sintomas psicossociais, que podem se traduzir em comportamentos psicopatológicos na fase adulta.
O conteúdo da vivência fica gravado inconscientemente, dado seu teor doloroso, contudo, quando há o contato com estímulos análogos ao trauma original, são recuperadas as memórias cognitivas, emocionais, e comportamentais.
Portanto, situações traumáticas podem desencadear, comportamentos internalizantes, como depressão e ansiedade, além de comportamentos externalizantes, como agressão e impulsividade. Nesse sentido, reações  comportamentais e fisiológicas, como medo, insônia, alteração do apetite e isolamento social, podem ser indicativos.
Ademais, a Terapia Cognitivo Comportamental (TCC), tem se mostrado muito eficaz em diversas pesquisas, com a atenuação de sintomas, bem como nas taxas de recorrência, podendo estar associada ou não a medicação.
A TCC é uma psicoterapia baseada na concepção de que nossas cognições influenciam nossas emoções e comportamentos, Assim sendo, o modelo cognitivo consiste em quatro pilares que se retroalimentam: situação - pensamento automático - emoção - comportamento.
Nessa perspectiva, entende-se que os sentimentos são determinados pela forma como os indivíduos interpretam tais situações. Portanto, psicopatologias ocorrem a partir de um modo disfuncional de perceber e interpretar os acontecimentos, influenciando assim, emoções e comportamentos. 
Por conseguinte, quanto antes houver um acompanhamento psicológico, manejando técnicas e estratégias para ajudar o paciente a aprender, reconhecer e reestruturar a crença derivada da situação aversiva, mais funcional e adaptativa será a forma de perceber e interpretar a si, o outro e o mundo.

Disque 100, para Denunciar Violação de Direitos Humanos!

Fontes:
BRASIL, 2020. Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. 

LEAHY, Robert L. Técnicas de terapia cognitiva: manual do terapeuta. Tradução: Sandra Maria Mallmann da Rosa; revisão técnica: Irismar Reis de Oliveira. – 2. ed. – Porto Alegre: Artmed, 2018.

WAINER, Ricardo. et al. Terapia cognitiva focada em esquemas: integração em Psicoterapia. Porto Alegre: Artmed, 2016.

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